Sábado agora, dia 31, tem lançamento do "Tiras de Letra" em Sampa. É uma coletânea de tiras cômicas feita em processo de cooperativa que contará com 25 autores nacionais, dentre eles, claro, este que vos fala. Na ocasião, estarei vendendo exemplares do livro pela módica quantia de R$ 15, acompanhados de dedicatórias animadas do meu personagem, o Poor Nheta, um garotão obcecado por sexo. Quem puder dar o ar da graça me deixará felicíssimo! E vai complementar meus rendimentos! (olha que coisa boa) Levem amigos, parceiros, cônjuges, amantes, parentes, animais de estimação, enfim. Sempre cabe mais um! Abaixo, vocês conferem duas tiras que estarão na edição, só pra começarem a tomar gosto pelo taradão:
Você conhece o trabalho do Banksy? Pois então deveria conhecer. O grafiteiro britânico, artista anônimo, é um dos mais famosos do mundo no gênero. Poucos, até hoje, tiveram o privilégio de conhecê-lo de perto. E ele, claro, faz questão de manter este distanciamento do público.
Já suas obras, bem visíveis para os olhares mais atentos, costumam beirar a crítica social por meio da exploração de imagens de figuras públicas em situações embaraçosas, por exemplo.
A mais nova exposição do artista acaba de ser montada em um túnel ferroviário próximo à estação de Waterloo, na região central de Londres. Na mostra, ele fez um grande mural, onde aparecem um jovem encapuzado se automutilando e um Buda com um colar usado para imobilizar o pescoço. Também há uma escultura de uma árvore cujos frutos são câmeras de vigilância. Quem quiser conferir a matéria, clique aqui.
Há ainda outra boa opção de consulta: a revista digital Artefacto traz uma versão em pdf para download de uma matéria que tenta explicar o mistério criado em torno de Banksy. Em espanhol.
A mulher parece ter uma couraça a prova de escândalos, denúncias e todo o tipo de suspeitas. Além disso, tem a plena confiança do presidente. Foi depor na Comissão de Infra-Estrutura do Senado e saiu, como se diz popularmente, "por cima da carne seca". Deve ter lá seus poderes especiais. Por conta disto, saiu esta charge. O pessoal que, assim como eu, era viciado no game de sucesso na década de 90, deve gostar.
Meu caro amigo jornalista Marcelo Tomaz resolveu fazer um blog de miscelâneas e me encarregou da arte do header (aqui, em versão reduzida). Quem vê a ilustração pronta não sabe o trabalho que deu para fazer. Fiz o traço de cada elemento separadamente, finalizei-o com caneta nanquim descartável e, depois, colori um a um no Photoshop. E não parou por aí: depois tive de pensar (e repensar) como poderia distribuir estes elementos para que tivessem harmonia no enquadramento. Mas acho que atingi um resultado minimamente razoável. O que vocês acham?
Para explicar, as figuras referem-se a objetos, pessoas e personagens que, de certa forma, marca(ra)m a vida dele. Da esquerda para a direita, temos: Gandalf (filme "O Senhor dos Anéis), Torre de Belém (Lisboa), scooter, nascer do sol, ônibus de dois andares (típico de Londres), computador, Buda, Big Ben, pilha de livros e o próprio Marcelo, quando pequeno.
Uma charge de um assunto meio velho, mas que mereceu minha homenagem. O que foi aquela Marcha da Maconha (ou a falta dela)? Que loucura. Um absurdo cercearem o direito de cidadãos de bem de manifestarem livremente suas opiniões. Pelo que acompanhei no noticiário, a marcha, em si, não era um movimento de apologia, mas tentativa de trazer à tona uma discussão supostamente mais séria sobre a descriminalização da droga. Tá certo que nestes eventos sempre tem uns "nóias" (literalmente) para encher o saco e azucrinar, mas isto é outra história.
Não sou a favor da legalização porque, por trás da "brisa" de um mero cigarrinho verde, acontecem coisas bem mais sérias "do que sonha a nossa vã filosofia". E os discípulos do Rappa, vulgo "erva-natural-que-não-pode-te-prejudicar", nem venham me falar que não faz mal à saúde. Recentemente descobriu-se que a crença era respaldada na ausência de pesquisas sérias que fizessem esta comparação com o tabaco. Clique aqui e leia você mesmo. Enfim, voltando ao tema da passeata, não vi nada de "fora da lei" no movimento. E tenho dito!
A charge que fiz sobre a crise global de alimentos rendeu polêmica e comentários
calorosos no Blog
do Josias de Souza(leia os comentários aqui). Alguns leitores interpretaram este meu
trabalho como sem humor e, principalmente, preconceituoso e racista. A acusação
de preconceito decorre, sobretudo, da minha representação dos moradores de rua
como pessoas que falam errado. Já o racismo, segundo estas mesmas pessoas,
refere-se ao fato de as personagens serem da raça negra.
Antes de mais
nada, quero deixar claro que tenho valores morais bastante consolidados e uma
formação laica e pautada pelo respeito ao próximo; lições estas devidamente
transmitidas a mim pelos meus pais. Desta forma, não trabalho para ganhar
destaque na mídia por conta de uma ética "torta" e a todo custo. Trabalho para
ter reconhecimento, sim, mas oriundo do meu esforço e dedicação.
A
charge, acredito, deve ser utilizada como um instrumento de contestação e,
sobretudo, de reflexão. Não precisa ser, necessariamente, bem-humorada. Há casos
em que os dois pilares caminham juntos, mas isto não é regra
geral.
Quando optei por representar as duas figuras como sendo da raça
negra e sem um vocabulário adequado, quis, tão somente, espelhar a realidade que
nos assola. Na verdade, a escolha da cor da pele não foi um ato pensado a
priori, mas, pelo contrário, uma atitude mecânica, talvez gravada em meu
inconsciente, já farto de ver tantos negros pelo Brasil afora sendo tratados com
descaso e sem a devida importância.
Os mendigos, muitas vezes, estão bem
mais preocupados em garantir uma única refeição -ou migalha dela- ao dia do que
em acompanhar o noticiário, geralmente voltado a temas distantes de suas vidas.
E foi isto o que quis dizer. Poderia, claro, tê-los feito amarelos, brancos,
pardos, roxos, vermelhos, não importa. Este é o menor dos detalhes. Já o
problema é o mesmo.
Ainda que esteja com a consciência tranqüila, peço
desculpas a quem, por algum motivo, tenha se sentido ofendido com o meu
material. Estejam certos de que não quis isto em momento algum. Somos todos
brasileiros e, de alguma forma, produto da mistura de raças, onde consta a raça
negra.